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Que Felicidade!
Com muito honra e alegria, registramos a primeira participação de meu Amigo
Pedro Santa Inês Filho no Site. Enviou esta linda Mensagem, para marcar sua
estreia no nosso Veículo de Comunicação.
Pedro Santa Inês Filho é Teólogo, Historiador, Pós Graduado em Psicanálise
e em Metodologia da História, entre outras importantes atividades.
Seja muito bem chegado, meu Amigo querido!
O LENHADOR
Um mísero lenhador,
Que oitenta invernos contava,
Com um feixe de lenha às costas
A passos lentos andava.
Pela idade enfraquecido,
Além do sustento escasso,
Tropeçou, caiu-lhe o feixe,
Fazendo um golpe num braço.
Depois, com pranto nos olhos,
Alguns alentos cobrou,
E refletindo em seus males,
Sentado, assim declamou:
“Mais do que eu sou, infeliz,
Não há no globo um vivente;
Trabalho mais do que posso,
E vivo assaz indigente.
Pouco pão, nenhum descanso,
Uma existência oprimida…
Ah! que não vejo quem tenha
Tão dura e penosa vida!
Filhos maus, mulher teimosa,
Más pagas, duro credor,
Rendas de casas, impostos,
Não há desgraça maior!
Vem, ó morte, ó morte amável!
Socorre a quem te apetece!”
Eis que o esqueleto da morte
De repente lhe aparece.

E diz: “Mortal, que me queres?”
Torna-lhe ele de mãos postas:
“Quero, amiga, que me ajudes
A pôr este feixe às costas.”
Moral:
Na dor deseja-se a morte;
Mas quando vem faz tremer.
Que é dos viventes o instinto
Antes penar que morrer.
Texto atribuído a La Fontaine












