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As Belezas de Rodelas: “A Capelinha dos Penitentes, uma magnífica História Cultural de Fé e Devoção”!

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Sempre ficamos encantados com as origens Culturais de Rodelas, na Região Norte da Bahia.

Nesta Matéria, vamos conhecer um pouco da História do Grupo de Penitentes que existiu durante muitos anos em Rodelas.

Na foto da Capa, a Capelinha dos Penitentes, na Velha Cidade. Com a entrega da Nova Cidade, em 1988, a Capelinha hoje está localizada nas Casas Populares da Aldeia Indígena Tuxá. 

Com muita satisfação, recebemos um vídeo gravado por Dona Carmelita Cruz, um grande ícone de Rodelas, narrando a História dos Penitentes de Rodelas. Aos 98 anos, Dona Carmelita é um encantamento para todos nós!

Em entrevista, José Vitor, Zé Vitor como é conhecido carinhosamente, contou mais sobre a Coordenação do Grupo de Penitentes. Lembra que começou com os Senhores João Domingos e Capitão. Em seguida com os Senhores Perzentino e José Leriano. Na sequência com José Ribeiro e João Vitor, seu pai. Depois com José Ribeiro e Antonio Vitor. Depois com Antonio Vitor e João Perzentino. Já na Nova Rodelas, Antonio e ele, Zé Vitor, Coordenaram o Grupo.

Atualmente, a Família do Sr. João Vitor (Zé Vitor, Dona Izaulina e Socorro), junto com a Comunidade Católica, fazem orações na Capelinha dos Penitentes, durante a Semana Santa, no dia 15 de novembro e em vários dias do ano.

Com o tempo, o telhado da Capelinha desabou, mas já está sendo reconstruído pela Família dos irmãos Zé Vitor, Dona Izaulina e Socorro, com a ajuda dos redelenses. Veja como colaborar, através do Card postado nesta Matéria.

A Cidade original de Rodelas foi coberta pelas águas do Rio São Francisco, quando da construção da Usina de Itaparica pela CHESF – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, em Paulo Afonso, Bahia.

Para a construção desta Matéria, agradecemos a Zé Vitor e sua filha Joselita, Dona Izaulina e sua filha Neide, Rita Nery filha de Dona Carmelita Cruz, Mila nora de Dona Carmelita, Osvaldo Feliciano, Aninha da Prefeitura, Eric Moto Táxi e Tiago Moto Táxi.

Veja algumas explicações sobre os Penitentes, na Pesquisa Google:

A tradição dos penitentes remonta às antigas irmandades flagelantes medievais de autoflagelo e confrarias católicas dos Séculos XI e XII. No Brasil, especialmente no Nordeste, essas irmandades se consolidaram no final do Século XIX, ganhando força após grandes secas e epidemias como uma forma de buscar purificação e a intercessão divina.

Os ritos foram trazidos por missionários e padres, enraizando-se na cultura sertaneja como um meio do povo suportar a pobreza, as secas e a fome. Rituais realizados principalmente durante a Quaresma e a Semana Santa. À noite os Grupos saem pelas ruas rezando, cantando benditos e encomendando as almas ao divino.

No Nordeste brasileiro consolidou-se no Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Vestem roupas especiais, túnicas (chamadas de batinas)  e capuzes para esconder a identidade.

8 Comentários

  • Parabéns pela belíssima publicação, onde trás informações de origens de um passado religioso que muitos não têm conhecimento.

  • Rogerio Prado de Almeida
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    Parabéns ótima publicação resgatando a história que não deve ser esquecida, principalmente o resgate religioso de uma região de fé.

  • Rogerio Prado de Almeida
    Responder

    Ótima matéria resgatando a história que não deve ser esquecida, principalmente o resgate religioso de uma região de fé.

  • Que homenagem linda, Valdomiro Nascimento! Os penitentes e a Capelinha fazem parte do coração da nossa cultura e da fé do povo rodelense. Parabéns por trazer essa matéria tão interessante e por valorizar com tanto carinho quem mantém viva essa tradição de oração e devoção

  • A Capelinha dos Penitentes carrega uma profunda expressão de devoção popular, marcada pela espiritualidade, pelas promessas, pelas orações e pelo sentimento de pertencimento da comunidade. Sua existência reforça a importância de manter viva a história cultural local, valorizando as raízes e os ensinamentos deixados pelos antepassados.
    Destacar esse patrimônio em uma matéria é também reconhecer o valor das manifestações culturais e religiosas que fortalecem a identidade do município, despertando nas novas gerações o respeito e o interesse pela preservação da história de Rodelas.
    Parabéns Valdomiro pela iniciativa de evidenciar uma riqueza tão significativa do nosso município, mostrando que as verdadeiras belezas de Rodelas vão além das paisagens naturais: estão também na fé, na cultura e na tradição do seu povo.

  • Que maravilha! Mais um resgate da cultura de Rodelas. Você já conseguiu fazer várias matérias enfatizando o resgate cultural, isso é muito bom, é necessário alguém com uma mente abrangente, cuidando e incentivando, para que nada fique no esquecimento . Parabéns!!

  • Religiosidade, tradição, cultura, união , tudo isso representa a capelinha. Muito importante divulgar essa história. Parabéns !

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