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Nas margens do Riacho da Varjota, foi construída à muitas mãos uma Igreja, com a união da Comunidade Católica. Escolheram São João Batista para ser o Padroeiro daquele lugar Sagrado.
Na Região de Icozeira, Município de Abaré, Bahia, fica localizado o Riacho da Varjota. Por ter uma pequena “várzea” nas imediações, o riacho recebeu o nome de “Riacho da Varjota”. Nasci e foi criado lá. Quanta felicidade!
Na Igreja de São João Batista acontecem as Missas, o pagamento das Promessas, os Batizados, as Crismas, os Casamentos, as Grandes Celebrações, as Reuniões de apoio para a Comunidade e todos os Eventos ligados ao desenvolvimento e a sustentabilidade.
Com o passar dos anos, muitos fatos aconteceram, inclusive o grande período de estiagem. A Comunidade enfrentou algumas dificuldades. Com o apoio de Programas ligados a Padres e Freiras, ao Governo Municipal, Estadual e Federal, Cursos e Capacitações ajudaram a desenvolver mecanismos para o enfrentamento desse período. Chegaram as cisternas, os poços artesianos. Os Cursos de Bordados e pinturas, ministrados por Janice de Santíssima e sua filha Iljara, muito contribuíram para a Associação de Mulheres Empreendedoras da Varjota.
No Texto a seguir, de meu irmão Valdeny Bernardo do Nascimento, a História da Fundação deste abençoado Templo religioso:
História – Igreja da Varjota
Por Valdeny Nascimento
A Igreja tem como Padroeiro São João Batista.
Nos anos de 1990 surgiu a idéia de fazermos Celebrações da Palavra nas casas das pessoas da Comunidade da Varjota de Cima, tendo como Ministro da Palavra o Professor Valdeny Bernardo do Nascimento, ordenado pelo Padre Evanilson. No decorrer dos tempos, apareceu a idéia de construirmos uma Igreja na Comunidade, incentivados pelo Padre Edinaldo e a Irmã Eliete, ambos trabalhavam na Paróquia de Abaré.
Antes fazíamos celebrações nas casas de: Preta de Candinho, Januário de Gregória, Ernestina, Zé Martins, Francisco de Bertulino, Inácia de Galdino, Maria de Afra, Magnólia, Toinha de Maria Pretinha, Maria de Zé de Afra, Maria Madeira, Antonio Madeira, Laudimiro, Donato, Maria de Siacota, Socorro de Elizeu, Terezinha de Maurício, Epifânio Filho. Com a idéia da construção da Igreja, Januário de Gregória se prontificou a doar o terreno para construção. Todos e Todas da Comunidade, se empenharam em doar objetos e animais para fazermos Rifas e Bingos para arrecadar dinheiro, tendo como principais doadores: Padre Edinaldo, Epifânio de Lalu, Delísio Oliveira. Com o dinheiro arrecadado, foi comprado o material necessário para a construção.
Formamos mutirão de Pedreiros, entre eles estavam: Hermínio de Elói, Januário de Gregória, Nicanor de Serafim, Antonio de Serafim, João Mandu, Antonio de Celina, Jurandir, José Francisco, Laudimiro, Antonio de Dona.
A primeira Missa na Igreja foi celebrada pelo Bispo Dom Guido e pelo Padre Edinaldo, no dia 24 de junho de 2005. Padres que já celebraram na nossa Igreja: Padre Edinaldo, Padre Rosário, Padre Evanilson, Padre José Ramalho, Padre Thiago, Padre Iolando, Padre José Armando, Padre Elton.
Para a construção desta Matéria, agradecemos a todas pessoas que colaboraram, especialmente a Valdeny Bernardo do Nascimento Zizi Canário, Terezinha Marini, Niel Canário, Jailda Soares da Silva Santos (filha de Januário de Gregória), Maria do Socorro Nunes de Menezes (Socorrinha de Zé de Silvino), Maria Ivone da Silva Carvalho (Ivone de Manoel de Dona), Janice de Santíssima de João Melquiades e Padre Edinaldo.
Papa finalizar, veja esta Reflexão de J. S. Nobre, do Livro “Comece o Dia Feliz”, página 153, das Edições Paulinas, de 1990:
Nós somos mendigos de Deus.
Os que têm dinheiro, pedem paz. Os que têm paz, pedem amor. Os doentes, reclamam saúde. Os oprimidos exigem justiça. Os errantes querem pouso. Os infamados suplicam verdade. Os intranquilos mendigam a fé. Os orgulhosos esmolam humildade. Os humildes vêm a Deus e aí se tornam pequenos grãos de milho.
Não há quem fique sem pedir. Mas, não há quem, pedindo, fique sem receber.
É a infinita Bondade de Deus à qual nós temos que agradecer.



















































7 Comentários
É muito importante resgatarmos as histórias e levar informações aos mais novos para que busquem sempre o pertencimento valorizando o povo e o local.
Lindo texto, igreja abençoada pela fé de quem espera em Deus. Parabéns Valdomiro.
Mais uma história interessante, contada por Valdomiro Bernardes.
Parabéns.
Parabéns Valdomiro!
Que bom que vc teve essa iniciativa de contar essas histórias do nosso sertão, da nossa terra e da nossa gente.
Parabéns Valdomiro! Excelente trabalho, trazendo histórias da nossa terra, do nosso chão, mostrando essse povo de fé, que nunca desisti dos seus propósitos.
Este é o nosso povo, nossa raiz!
Para mim a união o esforço e o empenho de uma comunidade é algo que demonstra uma fé bem sólida e uma vontade de evoluir sempre mais. Deus abençoe à todos que com garra, força e determinação fizeram acontecer a edificação desse templo, apesar de pequeno é tão sagrado quanto os que possuem uma estrutura gigante. Parabéns pela matéria!! É bom divulgar os obras do Nosso Sertão.
agradeço muito por cido uma das colaboradoras dessa construção pois sei que todos nós precisamos de um lugar sagrado para nossas orações fico feliz realmente em ver que todos se empenharam para contrução dessa Igreja pois é importante estarmos sempre unidos parabéns Valdomiro Nascimento por mais uma bela reportagem